2012! PREFEITOS DAS CAPITAIS: MUDANÇA DE GERAÇÃO POLÍTICA!
1. A personalização eleitoral leva os partidos a escolher seus candidatos em função da popularidade medida pelas pesquisas. A espetacularização eleitoral reforça o fator imagem. Por mais que se tente estender a vida útil dos políticos para cargos majoritários, há um limite.
2. A forma que os partidos encontram para a renovação geracional é testar as novas gerações em eleições majoritárias e, em especial, para prefeitos de grandes cidades. Isso se faz dando visibilidade nessas eleições a deputados que mostraram característica majoritária ou quadros da administração que tenham se destacado.
3. As gerações políticas brasileiras de 1964 e 1968 estão se aproximando daquela fronteira. É natural que os partidos usem, desde já, a eleição de 2012 para buscar essa renovação. Em 2014, as gerações de 64 e 68 estarão no entorno 70 e 74 anos. No mundo todo -e há muitos anos- que os chefes de governo/presidentes estão na faixa dos 50 amos. As exceções reforçam a regra.
4. As movimentações preparatórias em torno das eleições de 2012, nas capitais, vão mostrando isso. No Rio, os 3 candidatos têm menos de 45 anos. Em SP, o PT lança um candidato de 47 anos. Em outras capitais, os partidos avançam na mesma direção. Dessa forma, não serão surpreendidos em 2014 e daí por diante, com o esgotamento evidente das gerações de 64 e 68 na disputa presidencial.
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SINAIS DE PÂNICO!
(coluna de Delfim Neto - Folha de SP, 24)
São, no fundo, sinais de pânico no mundo em que prevalecem: 1º) a disfuncionalidade política dos EUA; 2º) as complicações da administração da Comunidade Europeia; 3º) o esgotamento das medidas tocadas por tecnocratas (as políticas fiscal e monetária) e 4º) mais importante, a evidente falta de estadistas. O grave é que o problema se autoalimenta.
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SITUAÇÃO GRAVE DOS BANCOS EUROPEUS!
(El País, 21) 1. Desde o início de 2009, que o valor dos bancos europeus não atinge um ponto tão baixo. E, ainda que a realidade econômica e as Bolsas nem sempre respondam aos mesmos critérios, o foco de preocupação desta vez é o mesmo: as crescentes dificuldades dos gigantes bancos europeus para alcançar liquidez nos mercados. O foco da tensão é o financiamento em dólares de grandes entidades europeias. A resposta dos bancos centrais é o único parapeito ante a desconfiança.
2. Desde meados de 2009, as bolsas ocidentais, com altos e baixos, tiveram recuperação. Mas em meados de junho, após testes de resistência aos bancos europeus, voltaram a descer a ladeira. Mas o que terminou por precipitar as Bolsas foi a retirada em massa das ações de bancos europeus nas últimas duas semanas. Sinais de um endurecimento ao acesso à liquidez para os bancos europeus estão se acumulando. No mercado interbancário, os bancos têm de pagar prêmios de risco mais elevados para operações de empréstimos de curto prazo (de três meses a um ano).
3. O apelo ao crédito do Banco Central Europeu voltou a aumentar: em julho, os bancos italianos dobraram sua dependência de financiamento do BCE. Os bancos britânicos (RBS, Lloyds, Barclays) estão entre os mais atingidos pelas bolsas de valores nos últimos dias. A razão é a mesma que tem penalizado os bancos suíços, o alemão Deutsche Bank ou o francês Societé Génerale, acrescentando ainda mais dúvidas sobre sua rentabilidade e as consequências da sua exposição à dívida pública italiana. E a frágil posição de liquidez das subsidiárias norte americanas dos bancos europeus, provocou o alarme da Reserva Federal.
4. As medidas para facilitar o acesso à liquidez colocadas em marcha pelo BCE e pelo Fed são agora o melhor parapeito ante a crescente maré de desconfiança. Mas o que vem por aí não é tranquilizador: setembro é, estatisticamente, o pior mês para as Bolsas. É também o mês em que se concentram os vencimentos da dívida pública italiana, na qual deve se validar o fundo de resgate da UE, que terá informações conclusivas sobre o risco de uma nova recessão. Tudo voltará a convergir no sistema bancário.
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INTERESSES BRASILEIROS NA LÍBIA!
1. A estranha prudência com que o Itamaraty manobra no episódio da Líbia, evitando o reconhecimento do Conselho Nacional de Transição e mantendo sua Embaixada junto ao governo de Kadafi, pode ser explicada também pelos vultosos interesses de empresas brasileiras naquele país.
2. A Odebrecht é responsável pela construção do aeroporto internacional e do anel viário de Trípoli, com contratos avaliados em mais de R$ 5 bilhões e obras concluídas em 30% quando foram paralisadas. Também a Queiroz Galvão e a PETROBRAS mantêm importantes contratos em curso de execução na Líbia.
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UM INTERESSANTE MÉTODO DE PESQUISAS PRÉ-ELEITORAIS!
1. Entre 6 e 7 de agosto, o instituto TNS-Sofres realizou pesquisa com 1.009 pessoas na França sobre suas preferências eleitorais para presidente em 2012. Não foi uma pesquisa tradicional de intenção de voto, mas uma pesquisa de probabilidades de voto, numa escala de 0 a 10, supondo que notas acima de 5 permitam estimar o 'potencial eleitoral' de cada candidato dentro de nove meses. Os resultados foram publicados no Le Monde (23).
2. No partido socialista François Hollande e Martine Aubry estão na frente com um potencial de voto de pelo menos 35%. Na UMP de Sarkozy o primeiro ministro François Fillon tem um potencial de pelo menos 26% e Nicolas Sarkozy de 22%. Entre os centristas se destaca Jean-Louis Borloo com pelo menos 18% um pouco mais que François Bayrou. Marine Le Pen candidata da direita tem potencial de 15%, menor que as ultimas pesquisas de intenção de voto.
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'ARENA STAGE' DE WASHINGTON: AMPLIAÇÃO DE 10 MIL M²! 200 MILHÕES DE REAIS!
1. O Arena Stage (grande foto na capa do caderno 'Viagem' do Estado de SP, 23), é um "regional theater" sem fins lucrativos. Em 60 anos de sua formação, recebeu inúmeros prêmios locais e nacionais. O Arena Stage atua num Complexo renovado entre 2008 e 2010, renomeado como "Mead Center for American Theater", com custo de mais de US$ 125 milhões (R$ 200 milhões), saindo de seus 8400 m² originais, para 19000 m². O Mead Center for American Theater possui 3 teatros (2 pré-existentes) ligados por um grande lobby central, com restaurantes, salas de ensaio, salas de aula e escritórios. O Fichandler Stage possui 680 lugares; o Kreeger Theater, 514; e o Kogod Cradle, 200. O Complexo agora é o segundo maior de Washington, atrás do Kennedy Center.
2. O custo por m² da ampliação foi de 11.790 dólares ou 18.860 reais.
3. O projeto é do escritório canadense de arquitetura "Bing Thom Architects". Site do Escritório de Arquitetura responsável. Fotos.Conheça. |
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